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Os Sufis e a sua dança

Imagem de shirly90.deviantart.com

Os ingénuos pelos outros troçados,

incapazes de ver a maldade alheia

são com visão de beleza abençoados,

e a realidade para os segundos é feia


Beleza de intermináveis e subtis sinais,

sublime ordem nas plantas e animais,

da mais ínfima partícula aos planetas

Esperança, esperança, esperança

A alma pode ser perfurada pelas setas

da maldade, mas sempre elevadas metas 

salvarão, quem a Misericórdia alcança


Pouco sabem eles que a dança

dos Sufis não é em torno do "eu"

é espiral de quem sacode esse véu

e com o Belo Mistério se entrança


Num oásis o seu ser descansa

Quem pode odiar o deserto?

Quem pode odiar o jardim?

Ambos cumprem o seu fim,

trazendo de longe para o perto

a música do Universo sem fim

Que belo que ele é!


E não é virar-se para o Belo remédio para a mágoa?

E a espiral do espírito um antídoto para a agressão?

Do mesmo jeito que é para a chama ardente a água,

e para a terra as ervinhas que das cinzas nascerão