incapazes de ver a maldade alheia
são com visão de beleza abençoados,
e a realidade para os segundos é feia
Beleza de intermináveis e subtis sinais,
sublime ordem nas plantas e animais,
da mais ínfima partícula aos planetas
Esperança, esperança, esperança
A alma pode ser perfurada pelas setas
da maldade, mas sempre elevadas metas
salvarão, quem a Misericórdia alcança
Pouco sabem eles que a dança
dos Sufis não é em torno do "eu"
é espiral de quem sacode esse véu
e com o Belo Mistério se entrança
Num oásis o seu ser descansa
Quem pode odiar o deserto?
Quem pode odiar o jardim?
Ambos cumprem o seu fim,
trazendo de longe para o perto
a música do Universo sem fim
Que belo que ele é!
E não é virar-se para o Belo remédio para a mágoa?
E a espiral do espírito um antídoto para a agressão?
Do mesmo jeito que é para a chama ardente a água,
e para a terra as ervinhas que das cinzas nascerão
