Esfera, esfera após esfera alaranjada, Enche-se o saco e a fruta é em cubos brancos despejada, Avistam-se carreiras que apontam para um infinito, Desenhado de linhas retas num mar verde em terra inscrito Fazem-se circunferências, dança-se com a árvore generosa, Sobem-se degraus e se declamam dois dedos de prosa, Gradualmente o arvoredo fica aliviado da sua carga, Gradualmente ficará doce a laranjinha prematura e amarga Enquanto não pára o ciclo das recoltas, Pelas escadas de alumínio sobem os apanhadores, Mergulhando na brisa, apreciando os arredores, No reino dos passarinhos as esperanças voam soltas Essas esperanças pagas a preço de suor, Suor que rega raízes e torce pessoas, Cansaço tantas vezes sem louvor, Não obstante, Sonho - tu voas Um novo dia, no reino dos passarinhos… É por vezes tal a tranquilidade, Harmonia e sentimento de união, Apesar de ser grande a disparidade, Os homens como pássaros livres serão Fotografia de Espaço Visual: www.espaco-visual.pt/laranjas-de-portugal
Poesia - desde o infinitamente pequeno até o infinitamente grande...