Podiam chamar-te amargor,
amêndoa amarga açucarada,
cuja ilusão é desmensurada,
no tamanho da causada dor
e em tanto desviada,
da sua origem, da sua flor
De quantos és o ouro falso,
vergando em vez de elevar,
fazendo cavaleiros descalços,
sobre vidro estilhaçado caminhar
Mas se o ouro dos tolos és,
em abundância, é verdade,
Escondes a existência, talvez,
do veraz ouro da Humanidade